Política de Privacidade e Protecção de Dados Pessoais dos Colaboradores

Emitida por Clínica Barispol, Lda. (marca «Centro Médico Barispol»), NIF 5000999687, Bairro Bom Sossego, Camama, Luanda, Angola. Versão 2, em vigor desde 22 de Outubro de 2026.

Esta política segue a Lei n.º 22/11, de 17 de Junho (Lei da Protecção de Dados Pessoais de Angola), a Lei n.º 7/17 (Protecção das Redes e Sistemas Informáticos) e as boas práticas internacionais: o Regulamento Geral sobre a Protecção de Dados da União Europeia (RGPD) e as normas ISO/IEC 27001 (segurança da informação) e ISO/IEC 27701 (gestão da privacidade).

1. Âmbito

Aplica-se a todas as pessoas que trabalham com a clínica, com contrato de trabalho ou de prestação de serviços, e que usam o Barispol Workspace, as aplicações para telemóvel e computador, o correio electrónico da clínica e os demais sistemas de informação.

2. Responsável pelo tratamento e contacto

A Clínica Barispol, Lda. é a responsável pelo tratamento dos dados pessoais descritos nesta política. Para qualquer assunto de protecção de dados, incluindo o exercício de direitos e a comunicação de incidentes: rh@barispol.com.

3. Princípios

Os dados são tratados de forma lícita, leal e transparente; recolhidos para fins determinados e legítimos; limitados ao necessário; exactos e actualizados; conservados apenas pelo tempo necessário; protegidos contra acesso, perda ou alteração indevidos; e a clínica responde pelo cumprimento destes princípios e consegue demonstrá-lo.

4. Dados tratados

Os sistemas da clínica não recolhem a localização do aparelho, os contactos do telemóvel nem dados para publicidade.

5. Finalidades e fundamentos

FinalidadeFundamento
Gestão da relação de trabalho ou de prestação de serviços: escalas, férias, avaliações, pagamentosExecução do contrato e cumprimento de obrigações legais (laborais, fiscais e de segurança social)
Organização do trabalho e comunicação internaExecução do contrato
Segurança da informação e protecção dos dados dos utentes: controlo de acessos, registos, verificação da rede, prevenção de fugasInteresse legítimo da clínica e cumprimento do dever legal de sigilo e de segurança
Justificação de ausências por doençaCumprimento de obrigações legais e laborais

O tratamento não depende do consentimento do colaborador, salvo nos casos em que esta política o diga expressamente.

6. Monitorização dos sistemas

Para proteger os dados dos utentes, a clínica regista os acessos aos sistemas e às informações sensíveis e verifica a rede de onde cada acesso é feito. Os sistemas da clínica são de uso profissional. Os registos servem apenas fins de segurança, auditoria e cumprimento legal; não se usam para vigiar a vida privada nem para avaliar o desempenho fora destes fins. O conteúdo das comunicações só é consultado quando a lei o permita, por exemplo para investigar um incidente de segurança.

7. Uso fora das instalações

Por segurança, os sistemas com dados de utentes só podem ser usados na rede da clínica. Fora dela, o acesso fica limitado às comunicações e às escalas, excepto para as funções que a Direcção autoriza por escrito. Tentar contornar esta regra é uma falta grave.

8. Destinatários e subcontratantes

Dentro da clínica, cada pessoa só acede ao que a sua função exige. Os dados pessoais de cada colaborador são vistos pelo próprio, pelo superior hierárquico, pelo chefe da área e pela gestão; os dados de pagamento, só pela Direcção Geral e pelos Recursos Humanos.

A clínica recorre a prestadores de serviços tecnológicos que tratam dados apenas por sua conta, segundo as suas instruções e com obrigações de confidencialidade e segurança:

Os dados também podem ser comunicados a autoridades públicas quando a lei o exija. Não são vendidos nem cedidos para fins comerciais.

9. Transferências internacionais

Alguns prestadores estão fora de Angola. Essas transferências fazem-se nos termos da lei aplicável, apenas com os dados necessários, com ligação cifrada e com garantias contratuais de protecção equivalentes às exigidas em Angola.

10. Conservação

Terminado o prazo, os dados são apagados ou tornados anónimos.

11. Medidas de segurança

A clínica aplica medidas técnicas e organizativas adequadas ao risco, entre elas: ligação sempre cifrada; verificação em dois passos; acesso por função; registo de acessos e de alterações; verificação da rede; protecção contra capturas de ecrã; sessões que terminam ao fechar a aplicação; cópias de segurança diárias; e formação da equipa.

12. Deveres do colaborador

O incumprimento destes deveres pode dar lugar a procedimento disciplinar, sem prejuízo de outras responsabilidades legais.

13. Incidentes de segurança

Qualquer violação de dados pessoais é registada e investigada. Quando a lei o exija, a clínica comunica-a à Agência de Protecção de Dados e às pessoas afectadas, sem demora injustificada e, sempre que possível, no prazo de 72 horas.

14. Decisões automatizadas

Nenhuma decisão com efeitos jurídicos ou significativos sobre o colaborador é tomada apenas por meios automáticos. Os cálculos feitos pelos sistemas (por exemplo, produtividade ou apuramentos) são sempre revistos e decididos por uma pessoa.

15. Direitos do titular dos dados

Cada colaborador pode pedir o acesso aos seus dados, a rectificação, o apagamento quando a lei o permita, a limitação do tratamento e a oposição a tratamentos baseados em interesse legítimo, bem como receber os seus dados num formato de uso corrente. O pedido faz-se por escrito para rh@barispol.com e tem resposta em 30 dias. Pode também apresentar queixa à Agência de Protecção de Dados (APD).

16. Alterações e tomada de conhecimento

Esta política é revista sempre que a lei, os sistemas ou os tratamentos mudem. Cada versão nova é apresentada no Workspace para nova tomada de conhecimento, e uma cópia é enviada por e-mail a cada colaborador.